EMPRESAS AFUNDAM POR NÃO ESCUTAR SEUS FUNCIONÁRIOS

Imagem do filme

Quem imaginaria que em tempos de isolamento social, conheceria duas pessoas que me fizeram refletir sobre a conduta profissional dos gestores nas empresas que trabalhei.


Juntamente com mais duas pessoas, Kacio e Alexandre, estamos envolvidos em um projeto, um entre os 11 que participo, nossa primeira e última reunião presencial foi antes da pandemia, após o decreto de isolamento social passamos para a videoconferência. A partir disso conheci o quarto integrante da equipe, o Ednewton.

Somos dois designers e dois desenvolvedores, estes também são professores. Todos nós estamos acima dos 50 anos. Em uma das nossas conversas me chamou a atenção o comentário feito pelos professores, que são voltados para tecnologia. Eles revelaram o quanto é enriquecedor trabalhar com jovens.

O universo tecnológico cresce na velocidade da luz, coisas novas surgem todos os dias, e os jovens estão atentos a tudo. Para eles que cresceram em meio à tecnologia, praticamente aprenderam a manusear um smartphone antes de tirar as fraldas, é muito mais fácil interagir em diversos apps conversando em grupos, absorvendo e disseminando informação. Se uma tecnologia surge de manhã, à tarde todos já ficam sabendo e na parte da noite todos já dominam a nova ferramenta.

Os professores, ensinam tudo que é necessário para os jovens darem os primeiros passos na linguagem de código, e em troca, aprendem com seus alunos novas soluções que surgem a todo tempo. Entre os alunos estão homens, mulheres, brancos, negros, heterossexuais e homossexuais, sem falar dos professores que beiram a terceira idade. Este é o ciclo perfeito na adversidade, principalmente entre gerações.

Após ouvir o relato sobre ciclo de conhecimento, foi impossível não refletir e comparar a tudo que já vivi nas diversas empresas que trabalhei. Imagino que todas elas, empresas grandes e bem sucedidas, teriam sido ainda maiores se houvesse entre seus diretores, gestores e subordinados, a mesma relação professor/aluno que mencionei anteriormente. Ao contrário, existia uma cultura de competição e chefias intransigentes, muitas vezes tais atitudes eram incentivadas por seus diretores. Essa é uma forma de gestão primitiva.

Com o avanço tecnológico ganha-se muito mais na troca de conhecimento. Espero que após a crise da pandemia as empresas mudem seus paradigmas. Do contrário a extinção será a única certeza na trajetória de todas elas.

Com o modelo atual de gestão as empresas não crescem tudo que poderia, os gestores mantêm seus empregos de forma limitante e os subordinados acumulam frustrações e medos.

Hoje estou com 53 anos, após minha demissão no último emprego, decidi não trabalhar mais de carteira assinada, sei que seria difícil na minha idade conseguir algo, mas não foi por este motivo a minha decisão. Fiz um retrospecto da minha vida profissional, e conclui que não aguento mais passar por tudo novamente. Quero tocar projetos onde posso contribuir e também possa aprender. Atualmente estou fazendo alguns freelas, engatinhando na bolsa de valores e tocando diversos projetos.

Posso dizer que estou indo muito bem e os resultados chegarão no tempo certo. Quando chegarem, será assunto para um novo artigo.

Para finalizar deixo a dica de uma comédia que retrata bem o momento que todos nós vivemos. Assistam "Os Estagiários". Hoje me sinto como os personagens deste filme, estou aprendendo muito mais agora que antes. Enquanto empregado, não tive a motivação certa, pois dinheiro não é tudo… É apenas uma parte.

Ciclo de conhecimento

Suas fases envolvidas são: captura, criação, codificação, compartilhamento. Aqui as interfaces entre cada etapa são projetadas para serem transparentes e padronizadas. Aponta que o conhecimento ativo reside nas pessoas da organização e não nela em si (KIMIZ, 2005).